De aluna a monitora: entrevista com a ex-aluna Hellen Souza 

Por: Juliana Martins 

Fotografia: Hellen Souza

 

“Fazemos a monitoria porque gostamos de dar aulas!” é o que afirma Hellen Tuanny da Silva Souza, de 18 anos, integrante do grupo de monitoria que auxilia os alunos na situação ensino-aprendizagem na ETEC Júlio de Mesquita.

Sem saber ao certo a profissão que queria seguir, Hellen diz ter se descoberto na escola, onde cursou técnico em Química, e formou-se em 2016. A ex-aluna declara ter se apaixonado pelo curso, onde também exercia função de monitora, auxiliando estudantes dessa mesma área. Segundo ela, o curso foi muito importante, pois foi através dele que ela identificou a área que queria seguir e definiu sua profissão.

Hellen Tuanny da Silva Souza

Formada na Júlio no ano passado, ela continua frequentando a escola, já que a monitoria durante o curso técnico a fez gostar do ensinar, tanto que hoje, ela é uma das ex-alunas que tem se realizado auxiliando atuais alunos em suas dúvidas pontuais: “Antes das férias de julho, eu ajudei uma aluna e ela tirou MB na prova. Eu me senti muito realizada e feliz por ter podido ajudar alguém. Não sei dizer em palavras, mas é um sentimento muito bom!” conta. 

Hoje, aluna do curso de bacharelado em Ciências e Tecnologia, da Universidade Federal do ABC (UFABC), tem dúvidas quanto a trabalhar na indústria ou seguir carreira acadêmica, mas uma coisa é certa: química é o que deseja seguir.

“A principal diferença entre a ETEC e a faculdade é, com certeza, o grau de liberdade que você tem” explica. Segundo Hellen, a rotina continua sendo cansativa, contudo, agora é ela quem escolhe as matérias e os horários em que estuda e, portanto, possui mais autonomia e independência. Além disso, outro ponto muito importante na universidade é a maturidade das pessoas.

 

Mudanças vivenciadas na Escola 

Durante seu 1º ano de Júlio de Mesquita, em 2014, Luiz Saito, atual diretor da ETEC Júlio de Mesquita, ainda não estava na direção,  situação essa que tinha um lado bom e outro ruim. De acordo com ela, o lado bom é que os alunos tinham mais liberdade e o ruim é que às vezes acabavam por extrapolar os limites. Após a mudança de direção, as regras ficaram um pouco mais rígidas, o que foi um grande impacto para muita gente. Contudo, agora formada, ela tem consciência de que essas alterações foram boas: “Quando você está na ETEC você acha que as regras são muito rígidas, porém, quando você sai dela você percebe que algumas fazem sentido” reflete. 

 

Círculo Estudantil: como tudo começou…

Os festivais de música foram eventos que marcaram de maneira positiva o período de Hellen na escola. Além de serem muito legais e contribuírem para a socialização entre os alunos, foi através deles que começaram a surgir as primeiras ideias para que o Círculo Estudantil fosse formado (CE). Como umas das fundadoras do CE, coube a ela a missão de fotografar* todos os eventos.

 

3º e último ano de Júlio: momentos marcantes

  • “A viagem para Santos com a ETEC foi um passeio maravilhoso” relembra.
  • “Finalizar o curso técnico juntamente com o cursinho preparatório durante o colégio foi importante e possui um valor inexplicável” conta.
  • Relembra com pesar o cancelamento do trote solidário graças à imprudência de alunos contrários à ideia de trote solidário, que é aplicação de atividades organizadas pelos alunos veteranos para recepcionar os alunos ingressantes, de maneira saudável, sem agressões, respeitando as regras da instituição de ensino e o patrimônio público. Isso ocorreu quando estava em seu último ano de ETEC e tinha ajudado a organizar a recepção junto com o C.E., e participaria como veterana.

 

A ETEC Júlio de Mesquita

“A ETEC me marcou muito, eu me descobri lá: fiz amigos, encontrei minha profissão, me apaixonei pelo meu curso técnico… Foi importante pelas experiências que eu vivi, são coisas que eu sei que não viveria em nenhum outro lugar”

 

O que dizer aos atuais alunos?

Aproveitem, porque a vida fora da ETEC Júlio de Mesquita é trilhões de vezes mais difícil, vivam o momento de verdade.”

 

 

*as fotografias que ilustram essa matéria são de autoria da própria Hellen