Química da ETEC Júlio de Mesquita conquista seu 5° Prêmio na FEBRACE

Por Tatiana Vianna

Imagem: reprodução

Foto: Letícia de Carmo Melo

A edição de 2018 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, FEBRACE, contou com dois trabalhos desenvolvidos por alunos do curso Técnico em Química da ETEC Júlio de Mesquita.

Em seu 16° ano, a Feira, que é promovida anualmente pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), tem o objetivo de aproximar os alunos (ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil) das universidades e cientistas.  Buscando despertar e incentivar o gosto pela pesquisa nos jovens, convida os estudantes a inscrever seus trabalhos em concursos anuais.

Este ano foram cerca de 2500 trabalhos inscritos e, aproximadamente, 300 aprovados para participar da FEBRACE.

Sob a orientação do Professor Genoilson de Alves Brito, e coorientação da Professora Edna Aparecida Faria de Almeida, os alunos Ana Carolina da Silva Oliveira, Larissa Lima de Almeida e Vítor Geraldi Gomes, realizaram a pesquisa Candidíase: alicina contra ataca, que foi inscrita e aprovada para participar da FEBRACE 2018, e premiada com o terceiro lugar da Mostra Paulista de Ciências e Engenharia – MOP, que também é promovida pela Poli -USP.

 

Também alunas do curso técnico em química da Etec Júlio de Mesquita, Letícia de Carmo Melo Eyshila Cristina Bitencourt Lúcio , desenvolveram o projeto que conquistou o 3° lugar da FEBRACE 2018.  “Não esperávamos nem passar pela seleção… Chegamos lá e vimos projetos incríveis, além de termos tido a oportunidade de conhecer pessoas do país inteiro” conta  Eyshila.

Técnicas em química e recém-formadas (elas concluíram o curso no final de 2017), Eyshila e Letícia, estão encantadas pelo universo da pesquisa. “Tenho que agradecer à ETEC Julio de Mesquita porque foi lá que conseguimos todo o apoio dos professores para desenvolver nossa pesquisa”, salienta Letícia.

O trabalho delas, Biopolímero a partir da farinha de arroz e sua aplicação como revestimento de frutos, contou com a orientação da coordenadora do curso de química, Professora Magali Canhamero, e com a coorientação da Professora Fátima Chagas da Silva. “Foi demais! Fiquei muito feliz! Pretendo levar para frente essa pesquisa” destaca Letícia que, impulsionada por essa experiência, pretende cursar bacharelado em química, e seguir com este projeto rumo à Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia, FENECIT, no segundo semestre.

Entenda a importância do trabalho

Após a colheita, frutas e legumes passam por processo de higienização e proteção, recebendo uma espécie de película protetora, para que não pereçam rapidamente ou sejam danificadas durante o transporte  lavoura – centro  de distribuição.

O desenvolvimento do biopolímero feito a partir da farinha de arroz, para ser aplicado como revestimento de frutos, apresenta característica sustentável, não é prejudicial à saúde do consumidor e é economicamente viável.

“Utilizamos grãos de arroz quebrados, que não seriam usados na alimentação humana, e um reagente de fácil obtenção e baixo custo, isto é, matéria – prima e processos pouco dispendiosos” explica Eyshila, que acrescenta “opções em uso atualmente, envolvem reagentes mais caros e processo industrial que resultam em custos elevados”.

“É hidrossolúvel, o que o torna lavável. Além disso, é inodor, incolor e possui caráter antifúngico” comenta Letícia, que assim como Eyshila não esconde o desejo de difundir os resultados desse trabalho junto aos produtores agrícolas.

 

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